Força amplia atos nas ruas para
massificar campanha das 40 horas

Foto: Claudio Omena

A Força Sindical realizou um forte ato público na Praça Ramos (Centro de São Paulo), na manhã desta quinta (3), para divulgar a campanha em prol das 40 horas. Além da fala de cerca de 30 sindicalistas, houve distribuição de um jornal tablóide, onde a Central expõe as razões favoráveis às 40 horas e mostra fotos dos líderes partidários simpáticos à causa.

O ato desta manhã, que será seguido de outros por todo o País, reuniu cerca de 200 sindicalistas, representando aproximadamente 25 entidades de classe, entre Sindicatos, Federações e Confederações. “Nosso objetivo é massificar a mensagem pelas 40 horas, ganhando apoios do conjunto da população”, explica Josinaldo José de Barros (Cabeça), vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, que ocupou a Praça Ramos já nas primeiras horas da manhã.

Paulinho - Paulo Pereira da Silva (Paulinho), presidente da Força Sindical, participou da manifestação. Paulinho, que é deputado federal (PDT-SP), mostrou preocupação com a tramitação do projeto de lei das 40 horas (PEC 231/95). Segundo Paulinho, “existe um forte lobby patronal contra a votação da matéria”. E alertou: “O movimento sindical, de forma unitária, tem de ampliar a pressão sobre os deputados, ir para as ruas, ganhar o apoio do povo e intensificar as ações nos locais de trabalho”.

Câmaras - Faz parte da ofensiva da Força Sindical ganhar apoios políticos e parlamentares. Em razão disso, já há duas audiências públicas marcadas em Câmaras de Vereadores. Em São Paulo, será dia 8, terça próxima, às 19 horas, no 8º. andar. A audiência foi iniciativa do vereador Cláudio Prado (PDT), que é metalúrgico na Capital.

A próxima audiência pública será na Câmara de Guarulhos, dia 11, às 16 horas, e deverá reunir todas as Centrais e Sindicatos da cidade. O objetivo é obter apoio de todos os partidos com representação na Casa.

Mais informações - São Paulo - Paulinho (9652.6649) e Juruna (9974.3547)
www.fsindical.org.br
Guarulhos – Pereira (9617.3253) ou Cabeça  (7730.5121)
www.metalurgico.org.br

Centrais criticam manutenção
da taxa básica de juros

Centrais Sindicais atacaram a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) que ontem manteve inalterada a taxa básica de juros em 8,75% ao ano. A decisão interrompe uma sequência de cinco cortes consecutivos na taxa Selic, que vinha sendo reduzida pelo BC desde janeiro. Em suas páginas na internet, Força Sindical e CTB criticaram a manutenção.

No site da CTB, Wagner Gomes, presidente da Central, assina um texto com o título “Copom faz o jogo dos especuladores em detrimento da nação”. Um trecho da matéria diz o seguinte: “A manutenção da taxa Selic premia a usura, alimenta a ganância dos especuladores e contraria frontalmente os interesses da classe trabalhadora. Seus efeitos são perversos para o País, afetando principalmente os mais pobres: redução dos investimentos e da capacidade de crescimento da economia, estagnação, mais desemprego e arrocho dos salários”.

Já a Força Sindical publicou, em sua página na internet, uma nota oficial sobre o assunto. “A política do BC continua nitidamente voltada em prol dos especuladores. As incertezas econômicas que dominaram o primeiro semestre deste ano estão se dissipando e o BC, ao manter a taxa básica em patamares proibitivos, prejudica o setor produtivo”, afirma um trecho da nota.

Mais informações:
www.fsindical.org.br
www.ctb.org.br

Índice aponta aceleração da
atividade industrial no País

Mais uma pesquisa demonstra que o País está no caminho da recuperação econômica. O jornal O Estado de S. Paulo de quarta-feira (2) estampou “Atividade industrial se acelera”. Segundo o Índice Gerentes de Compras do banco HSBC, em agosto a atividade industrial brasileira deu mais um passo em direção ao reaquecimento. O índice subiu de 48 em julho para 50,6 em agosto e ficou acima da marca de 50, o que demonstra expansão pela primeira vez desde setembro de 2008. O índice é um indicador antecedente da produção industrial.

Andre Loes, economista-chefe do HSBC, declarou que o número de agosto é uma boa notícia e reforça a visão de uma recuperação consistente da atividade industrial. “Embora seja uma expansão ainda tímida, trata-se de um número encorajador, já que a indústria manufatureira foi o segmento que mais sofreu com o colapso da demanda externa”, disse o economista.

O Índice Gerentes de Compras (PMI na sigla em inglês) tem base em dados compilados pela empresa de serviços de informação financeira inglesa Markit Group, apoiado por respostas mensais a questionários enviados a executivos encarregados por compras em mais de 450 empresas industriais. É uma consolidação de dados com base em cinco índices individuais: novos pedidos, produção, emprego, prazo de entrega dos fornecedores e estoque de insumos.

Fonte: Jornal O Estado de S. Paulo (edição de 2 de setembro)

PIB dos EUA voltará a ficar positivo

Além dos indicadores econômicos mostrarem que a economia brasileira está no caminho da recuperação, os Estados Unidos, carro-chefe da economia mundial, também apresentam evidências de retomada do crescimento. O Banco Central norte-americano, o Fed (Federal Reserve), está confiante de que a recessão está próxima do fim e que o PIB (Produto Interno Bruto) deve voltar a ficar positivo até o final do ano. As informações constam da ata do encontro do órgão, realizado em 11 e 12 de agosto. Os Estados Unidos formam o maior mercado consumidor do planeta e seus resultados econômicos influenciam diretamente os outros países.

 



João Franzin
Jornalista e assessor sindical

 

 

A luta pelo petróleo

Por João Franzin

A forma raivosa com que o jornal O Globo cobriu o lançamento do projeto do pré-sal, dia 31, mostra como o assunto petróleo mexe com os nervos da mídia e os interesses de classe. O centenário jornal fundado por Irineu Marinho não engole a derrota sofrida lá nos anos 50, quando a campanha “O petróleo é nosso” deu viabilidade à Petrobras, valorizando a presença do Estado na economia.
Já há estudos mostrando que a grande mídia nacional, sintomaticamente, se alinha sempre a causas que não interessam ao povo brasileiro ou mesmo batem de frente com o interesse maior da Nação. Suicídio de Getúlio em 1954; golpe militar em 1964; luta pela anistia; campanha das diretas, já; eleição de Lula, em todos esses casos a mídia (exceto a Folha nas diretas, já) ficou do outro lado, mesmo que isso representasse servir, descaradamente, ao capital internacional.

O lançamento do pré-sal teve até a ressurreição do “green peace”. Afinal, com uma candidata das ONGs à Presidência da República, essa gente tem mesmo de dar as caras. Se não como vão se credenciar para influir na campanha e, mais importante, buscar parte da dinheirama que vai rolar?

O movimento sindical, em maior ou menor grau, aderiu ao projeto do pré-sal, ressalvando suas posições e divergências. Adotou uma postura madura, sabendo que o projeto atual, se não é o melhor, avança com relação ao que existia na época de FHC. Vale lembrar que, na ocasião, o jornalista Jânio de Freitas denunciou que o governo vendia poço de petróleo pelo preço de um automóvel Santana.

Quanto aos “green peace da vida” nunca vi essa gente em favelas, cobrando saneamento básico e vida decente para os pobres. Até porque como fazer isso, ou seja, defender os pobres, se o dinheiro que recebem é justamente o dinheiro dos ricos?!

João Franzin
Jornalista e assessor sindical