Um ciclo de boas notícias Não é a primeira vez (e ainda bem) que produzimos um Repórter Sindical só com boas notícias. Duas se destacam: a manchete do Valor Econômico de segunda (2), “Troca de emprego por mais salário bate recorde”, e a matéria do Estado de S. Paulo, na mesma data, dando conta de que “Classe D já supera B em poder de consumo”. Vale dizer que a troca de emprego, movida pelo maior salário, quebra um longo ciclo de rotatividade da mão de obra no qual o patronato demitia, sistematicamente, para contratar com salário mais baixo. Essa rotatividade ainda persiste, amainada, claro. Mas isso está sendo atacado pelo movimento sindical, que busca mecanismos legais contra a demissão imotivada. O ciclo positivo da economia beneficia todo o País. Mas quem colhe, politicamente, seus frutos é o governo Lula. Como se vê, nem sempre é vantajoso ser oposição. João Franzin
Consumo da classe D supera o da B
O diretor do Data Popular, Renato Meirelles, ressalta que a situação econômica mais favorável para as camadas de menor renda tem o aumento do salário mínimo, benefícios sociais, como o Bolsa Família, e a geração de empregos formais na sua origem. Ele observa que “é a primeira vez que a classe D passa a ser o segundo maior estrato social em termos de consumo”, já que a classe C continua na liderança, com R$ 437,6 bilhões. Segundo o assessor do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Sérgio Mendonça, a renda da classe D está atrelada ao salário mínimo. Ele explica que entre abril de 2003 e janeiro deste ano o salário mínimo teve aumento real (acima da inflação) de 53,7%. ”Nenhuma categoria teve esse ganho de renda no mesmo período”, observa. Só em janeiro deste ano, por exemplo, foram injetados na economia R$ 26,6 bilhões ou 0,70% do PIB por causa do reajuste de 9,67% do mínimo. Mendonça acrescenta ainda dois fatores que favoreceram o potencial de consumo da baixa renda: a criação de empregos formais e o crédito consignado (aquele com juros mais baixos). Compras - O potencial de consumo da classe D supera o da B nas categorias alimentação dentro do lar (R$ 68,2 bilhões); vestuário e acessórios (R$ 12,7 bilhões); móveis, eletrodomésticos e eletrônicos para o lar (R$ 16,3 bilhões); e remédios (R$ 9,9 bilhões). Em artigos de higiene, cuidados pessoais e limpeza do lar, o potencial de consumo das classes D e B se igualam (R$ 11 bilhões). Fonte: jornal O Estado de S. Paulo
Aumenta troca de emprego por salário maior Um levantamento do jornal Valor Econômico, com dados do Ministério do Trabalho e Emprego, mostra que, nos primeiros cinco meses de 2010, dois recordes mudaram o padrão do mercado de trabalho brasileiro: das pessoas desligadas, 30,5% pediram demissão – percentual bem acima dos 26% de 2008; e, a troca de emprego por decisão do trabalhador levou os pedidos de seguro-desemprego ao menor nível em dez anos. Segundo o jornal, 23,8% dos trabalhadores com Carteira assinada que deixaram os empregos entre janeiro e maio de 2008 pediram demissão. A proporção caiu em igual período do ano seguinte, para 16% dos desligados. O recorde anterior (26%) ocorreu entre junho e outubro de 2008, antes que os efeitos da crise mundial atingissem a economia brasileira. Com o aumento das demissões por decisão do trabalhador, também aumenta a taxa de rotatividade no emprego formal, que oscila, desde 2005, em torno de 3,6% ao mês. No primeiro trimestre de 2008, chegou a atingir média de 4,07. Em igual período deste ano, a média foi maior e o resultado de junho, 4,10%, é o maior para o mês desde 2005. Os dados de 2010 indicam que, neste ano, a rotatividade está aumentando também por decisão dos trabalhadores, que provavelmente encontraram um emprego melhor ou com maior remuneração. Por isso, ela ajuda a reduzir a demanda por seguro-desemprego. Fonte: jornal Valor Econômico
Indústria de shopping centers cada vez mais turbinada
Incluindo na conta os centros de menor porte, a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) prevê que o número de estabelecimentos desse tipo chegará a 750 em 2010, além de mais 200 até 2015. Emprego - O crescimento reflete o melhor desempenho do setor, em relação ao comércio em geral. Em 2009, enquanto o varejo cresceu 5,9%, os shoppings tiveram alta nas vendas de 10%. Tamanha euforia também favorece o mercado de trabalho, que já vem capacitando profissionais para os novos empreendimentos. |
Por João Franzin Na última eleição, devido a questões internas de seu partido, a eleição do senador Paulo Paim (PT-RS) não foi das mais tranquilas. Agora, mais uma vez, o melhor senador trabalhista brasileiro corre o risco de não se reeleger. No momento, ele está em segundo nas pesquisas, com uma terceira concorrente chegando perto. O que fazer? Descer de armas e bagagens no Rio Grande a apoiar o nosso melhor senador, levando No começo de março, houve uma reunião com Paim na Federação dos Comerciários do Estado A avaliação feita pelos sindicalistas à época foi Na ocasião, o deputado Paulinho da Força anunciou que gostaria de No encontro de março, na Fecomerciários, uma ideia sugerida pelo consultor João Guilherme Vargas Netto foi de que o conjunto do movimento sindical deveria produzir um livreto, contendo todos os projetos (e são muitos, muitos) de Paulo Paim e divulgar à população, mostrando seu importante trabalho para a Nação, especialmente para os trabalhadores. Parece que a ideia não prosperou. De todo modo, ainda é tempo. Paim precisa ser reeleito e cabe ao movimento sindical, de todas as correntes, se mobilizar para garantir no Senado a cadeira desse grande brasileiro. João Franzin |
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