Um ciclo de boas notícias

Não é a primeira vez (e ainda bem) que produzimos um Repórter Sindical só com boas notícias. Duas se destacam: a manchete do Valor Econômico de segunda (2), “Troca de emprego por mais salário bate recorde”, e a matéria do Estado de S. Paulo, na mesma data, dando conta de que “Classe D já supera B em poder de consumo”.

Vale dizer que a troca de emprego, movida pelo maior salário, quebra um longo ciclo de rotatividade da mão de obra no qual o patronato demitia, sistematicamente, para contratar com salário mais baixo.

Essa rotatividade ainda persiste, amainada, claro. Mas isso está sendo atacado pelo movimento sindical, que busca mecanismos legais contra a demissão imotivada.

O ciclo positivo da economia beneficia todo o País. Mas quem colhe, politicamente, seus frutos é o governo Lula. Como se vê, nem sempre é vantajoso ser oposição.

João Franzin

Consumo da classe D supera o da B
puxado por valorização do mínimo

O instituto de pesquisas Data Popular revela que em 2010, pela primeira vez, a renda que a classe D (entre R$ 511 e R$ 1.530) terá para gastar com produtos e serviços será maior que a da classe B (entre R$ 5.101 e R$ 10.200). Segundo o instituto, da massa total de rendimentos (R$ 1,380 trilhão), as famílias da classe D disporão de 28% (R$ 381,2 bilhões), enquanto a classe B ficará com 24% (329,5 bilhões).

O diretor do Data Popular, Renato Meirelles, ressalta que a situação econômica mais favorável para as camadas de menor renda tem o aumento do salário mínimo, benefícios sociais, como o Bolsa Família, e a geração de empregos formais na sua origem. Ele observa que “é a primeira vez que a classe D passa a ser o segundo maior estrato social em termos de consumo”, já que a classe C continua na liderança, com R$ 437,6 bilhões.

Segundo o assessor do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Sérgio Mendonça, a renda da classe D está atrelada ao salário mínimo. Ele explica que entre abril de 2003 e janeiro deste ano o salário mínimo teve aumento real (acima da inflação) de 53,7%. ”Nenhuma categoria teve esse ganho de renda no mesmo período”, observa.

Só em janeiro deste ano, por exemplo, foram injetados na economia R$ 26,6 bilhões ou 0,70% do PIB por causa do reajuste de 9,67% do mínimo. Mendonça acrescenta ainda dois fatores que favoreceram o potencial de consumo da baixa renda: a criação de empregos formais e o crédito consignado (aquele com juros mais baixos).

Compras - O potencial de consumo da classe D supera o da B nas categorias alimentação dentro do lar (R$ 68,2 bilhões); vestuário e acessórios (R$ 12,7 bilhões); móveis, eletrodomésticos e eletrônicos para o lar (R$ 16,3 bilhões); e remédios (R$ 9,9 bilhões). Em artigos de higiene, cuidados pessoais e limpeza do lar, o potencial de consumo das classes D e B se igualam (R$ 11 bilhões).

Fonte: jornal O Estado de S. Paulo
www.estadão.com.br

Aumenta troca de emprego por salário maior

Um levantamento do jornal Valor Econômico, com dados do Ministério do Trabalho e Emprego, mostra que, nos primeiros cinco meses de 2010, dois recordes mudaram o padrão do mercado de trabalho brasileiro: das pessoas desligadas, 30,5% pediram demissão – percentual bem acima dos 26% de 2008; e, a troca de emprego por decisão do trabalhador levou os pedidos de seguro-desemprego ao menor nível em dez anos.

Segundo o jornal, 23,8% dos trabalhadores com Carteira assinada que deixaram os empregos entre janeiro e maio de 2008 pediram demissão. A proporção caiu em igual período do ano seguinte, para 16% dos desligados. O recorde anterior (26%) ocorreu entre junho e outubro de 2008, antes que os efeitos da crise mundial atingissem a economia brasileira.

Com o aumento das demissões por decisão do trabalhador, também aumenta a taxa de rotatividade no emprego formal, que oscila, desde 2005, em torno de 3,6% ao mês. No primeiro trimestre de 2008, chegou a atingir média de 4,07. Em igual período deste ano, a média foi maior e o resultado de junho, 4,10%, é o maior para o mês desde 2005.

Os dados de 2010 indicam que, neste ano, a rotatividade está aumentando também por decisão dos trabalhadores, que provavelmente encontraram um emprego melhor ou com maior remuneração. Por isso, ela ajuda a reduzir a demanda por seguro-desemprego.

Fonte: jornal Valor Econômico
www.valoronline.com.br

Indústria de shopping centers cada vez mais turbinada

A expansão dos shopping centers avança no Brasil, que,
após a inauguração de quatro grandes centros de compras
no  primeiro semestre, aguarda pela abertura de mais 12 até
o final do ano. Em 2011, serão pelo menos mais 29, totalizando 439 em todo o País – contra os atuais 396.

Incluindo na conta os centros de menor porte, a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) prevê que o número de estabelecimentos desse tipo chegará a 750 em 2010, além de mais 200 até 2015.

Emprego - O crescimento reflete o melhor desempenho do setor, em relação ao comércio em geral. Em 2009, enquanto o varejo cresceu 5,9%, os shoppings tiveram alta nas vendas de 10%. Tamanha euforia também favorece o mercado de trabalho, que já vem capacitando profissionais para os novos empreendimentos.

 




João Franzin
Jornalista da Agência Sindical




Paim precisa
de apoi
o

Por João Franzin

Na última eleição, devido a questões internas de seu partido, a eleição do senador Paulo Paim (PT-RS) não foi das mais tranquilas. Agora, mais uma vez, o melhor senador trabalhista brasileiro corre o risco de não se reeleger. No momento, ele está em segundo nas pesquisas, com uma terceira concorrente chegando perto.

O que fazer? Descer de armas e bagagens no Rio Grande a apoiar o nosso melhor senador, levando
à grande massa trabalhadora gaúcha (aos negros etc.) a importância da continuidade no Congresso Nacional desse político de origem sindical, que soube se manter fiel às origens.

No começo de março, houve uma reunião com Paim na Federação dos Comerciários do Estado
de São Paulo (Fecomerciários), inclusive com a presença de dirigentes da CNTC, quando foi lançada a ideia de um mutirão sindical por sua reeleição.

A avaliação feita pelos sindicalistas à época foi
de que Paim significa peça fundamental para projetos trabalhistas no Senado e que sua eventual não-reeleição seria uma grande perda para o conjunto do sindicalismo.

Na ocasião, o deputado Paulinho da Força anunciou que gostaria de
ir alguns dias ao Rio Grande do Sul para fazer campanha pra Paim nas portas de fábricas e em outros locais de concentração trabalhadora. Sábado último, em evento no Senalba, ele voltou a manifestar a disposição.

No encontro de março, na Fecomerciários, uma ideia sugerida pelo consultor João Guilherme Vargas Netto foi de que o conjunto do movimento sindical deveria produzir um livreto, contendo todos os projetos (e são muitos, muitos) de Paulo Paim e divulgar à população, mostrando seu importante trabalho para a Nação, especialmente para os trabalhadores. Parece que a ideia não prosperou.

De todo modo, ainda é tempo. Paim precisa ser reeleito e cabe ao movimento sindical, de todas as correntes, se mobilizar para garantir no Senado a cadeira desse grande brasileiro.

João Franzin
Jornalista da Agência Sindical