Com a edição de ontem, 1º de setembro, o programa Câmera Aberta Sindical completou seis anos no ar, sempre ao vivo, às quartas-feiras, das 19 às 20 horas, na TV Aberta São Paulo, o canal comunitário da cidade (NET 9; TVA 72 ou 99). O Câmera é o único programa da televisão brasileira dedicado ao movimento sindical. Outra de suas marcas é a completa abertura a todas as correntes do sindicalismo. O programa de aniversário do sexto ano, por exemplo, contou com a participação de três dirigentes sindicais metalúrgicos, de três Sindicatos diferentes e três Centrais também diferentes: CUT, Força e Conlutas. O tema foi as campanhas salariais da categoria metalúrgica. O programa também apresentou reportagem sobre o 19º Congresso Sindical Comerciário, que aconteceu de 26 a 28 de agosto. História - O Câmera nasceu de uma proposta de Paulo Lucania, então presidente da Federação dos Comerciários do Estado de São Paulo, preocupado com a falta de espaço para o sindicalismo na mídia. Nesse período, sempre apresentado pelo jornalista João Franzin, o programa já entrevistou centenas de dirigentes, assessores e consultores sindicais e lideranças políticas ligadas ao mundo do trabalho, inclusive o presidente Lula. Robson Gazzola, diretor do programa, aponta as razões do êxito do Câmera: “O programa não exige qualquer pré-condição. O participante fala o que quer. A segunda condição do nosso sucesso é a participação do telespectador, que se manifesta livremente e às vezes até contesta o apresentador ou algum dos entrevistados”. Para Dayane Silva Santos, produtora do Câmera, outra qualidade do programa está em seu conteúdo. “O Franzin conhece muito o movimento sindical e conduz o programa sempre valorizando as ações do sindicalismo, mantendo o nível das discussões”. Produtos - Um dos desdobramentos do Câmera é a publicação de livretos com programas especiais. Em 2010, foram publicados dois livretos, um contendo entrevistas de Almino Affonso e João Guilherme Vargas Netto e outro de Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical. Um terceiro livreto está em fase de finalização, trazendo 31 entrevistas e cobertura completa da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, realizada em 1º de junho de 2010. Ampliação - Além de passar em São Paulo, Guarulhos, São José do Rio Preto, São José dos Campos e Presidente Venceslau, nas emissoras comunitárias, em 2010, o Câmera passou a ser transmitido pela Rede Brasil de TV, em dezenas de emissoras em todo o Brasil, incluindo 26 Capitais. Na Rede Brasil, o programa é editado num compacto de meia hora. Outra novidade nesses seis anos no ar é que o Câmera Aberta passou a ser transmitido também pela internet, por meio do site da TV Aberta (www.tvaberta.tv.br). Participação - Para agendar entrevistas nos programas, o sindicalista deve entrar em contato com a Agência Sindical (11) 3231.3453, falar com Dayane. Para participações ao vivo, às quartas, das 19 às 20 horas, o telefone é o 3877.0078.
Sindicato conquista redução da jornada na Umicore em Guarulhos
A jornada menor, sem redução de salário, foi aprovada em assembleia na porta da empresa, na terça-feira (31). O diretor do Sindicato Pedro Pereira da Silva ressalta que a conquista foi resultado de um longo processo de negociações. Ele conta: “Faz cerca de seis meses que entregamos documento na empresa, cobrando a abertura de negociações pela redução da jornada”. 40 horas - A meta do Sindicato de chegar à jornada de 40 horas será alcançada em janeiro de 2012. O acordo também é válido para os trabalhadores da Umicore nas unidades de Americana (SP) e Manaus, ou seja, cerca de 700 trabalhadores. Mais informações:
Filho de Jango é candidato em Brasília João Vicente Goulart Filho é candidato a deputado distrital pelo PDT de Brasília. A notícia foi publicada no jornal O Estado de S. Paulo, da quarta, 1º de setembro, página A-7. A candidatura do filho de Jango, de certa forma, significa seu retorno efetivo a Brasília, onde vive há alguns anos, mas cidade da qual foi expulso com a família, aos sete anos, devido ao golpe de abril de 1964. Uma de suas ações em Brasília tem sido viabilizar o Memorial da Liberdade João Goulart, projetado por Oscar Niemeyer. Mais informações:
Centrais Sindicais querem salário mínimo de R$ 560 em 2011
O reajuste colocado no Orçamento, de 5,52%, limita-se a repor a inflação prevista para 2010, sem aumento real, contrariando a política de valorização permanente do salário mínimo definida em acordo do governo com as Centrais. Ou seja, teria como base a soma da inflação prevista para 2010 mais a variação do PIB (Produto Interno Bruto) de 2009, que apresentou um declínio de 0,2%. “O acordo firmado considerava a inflação medida pelo INPC mais a variação do PIB do ano anterior. Como em 2009 o PIB registrou queda, isso comprometeria a política de valorização”, explica Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos). As seis Centrais decidiram reivindicar ao governo a “abertura imediata de negociação”, com base na proposta alternativa de R$ 560, resultante da soma da inflação prevista com a variação média do PIB de 2006 a 2009, de 3,8%. “Desde 2004 nós estamos conseguindo, pelo processo de negociação, um reajuste maior que o da previsão inicial do projeto de lei orçamentária”, lembra o presidente da CUT, Artur Henrique. Aumento real - O presidente em exercício da Força Sindical, Miguel Torres, argumenta que um reajuste “digno” do salário mínimo é uma forma de distribuir renda, fortalecer o mercado interno, elevar a produção e o consumo, além de gerar novos postos de trabalho. Ele ressalta que a valorização do salário mínimo foi decisiva para ajudar o Brasil a fortalecer seu mercado interno e superar a crise econômica iniciada em 2008.
Sindicalistas de São Paulo levam apoio a Mercadante Mais de 2 mil líderes sindicais de todo o Estado de São Paulo marcaram presença, nesta quinta-feira (2), em um grande encontro com Mercadante, promovido por dirigentes das seis mais importantes Centrais Sindicais brasileiras. O evento, realizado nesta manhã no Clube Atlético Juventus, na Mooca, teve a presença dos candidatos ao Senado da coligação União Para Mudar, Marta Suplicy e Netinho de Paula. O encontro serviu para o sindicalismo demarcar terreno na sucessão estadual, entregando ao candidato a governo de São Paulo a “Agenda da Classe Trabalhadora para um projeto nacional de desenvolvimento com soberania, democracia e valorização do trabalho”. O documento foi aprovado na Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, em 1º de junho passado. Mobilização - Para os dirigentes sindicais presentes, eleger Mercadante é fortalecer, a partir de São Paulo, o projeto de avanços populares iniciados pelo presidente Lula. A palavra de ordem repassada à militância sindical é reforçar a mobilização e buscar o voto nos locais de trabalho, pontos de ônibus, feiras livres e praças públicas. Mais informações:
Créditos trabalhistas têm preferência sobre hipoteca O TRT da 2ª Região (São Paulo) determinou a penhora de um imóvel hipotecado pela Caixa Econômica Federal, para garantir o pagamento de créditos trabalhistas de cerca de R$ 55 mil a uma ex-funcionária de um restaurante. Os desembargadores entenderam que o crédito alimentar se sobrepõe ao hipotecário, ao comparar a funcionária que ficou sem receber verbas trabalhistas e o banco detentor da hipoteca. |
Por Vilson Antonio Romero Pitonisas agourentas entoam: os jornais impressos têm uma linha do tempo às vésperas de se extinguir. Na competição entre as mídias modernas e as “vetustas”, a que tem maior risco de sucumbir é a impressa, representada por jornais diários, matutinos ou vespertinos, revistas, boletins e tudo o que envolva o meio papel. Não pela matéria-prima utilizada, em si, e sim pela vertiginosidade das mudanças com a comercialização intensiva de “netbooks”, “e-readers”, “tablets” e “smartphones”. Estas e inúmeras outras maravilhas tecnológicas que surgirão em breve tempo colocam a internet disponível em qualquer cantinho do planeta e até fora dele. Com o acesso à rede incontrolável da “World Wide Web”, a notícia – cuja cobertura é o produto e a razão de ser do jornalismo “off-line” – passa a ser cada vez mais material disponível “on-line”. Um exemplo: o grupo empresarial que edita o The New York Times, o The Boston Globe e o International Herald Tribune registrou um crescimento em seu faturamento no primeiro trimestre deste ano. Até aí, tudo bem, só que a grande parcela deste faturamento foi impulsionada pela publicidade “on-line”, que passou a representar cada vez mais, uma parcela expressiva dos resultados do grupo. Mas uma previsão alvissareira também chega, parece que afrontando os arautos do apocalipse: “a circulação dos jornais impressos crescerá na América Latina nos próximos cinco anos, mesmo que a crise econômica ainda não tenha sido completamente superada e que a internet tenha roubado leitores dos veículos impressos”. Os dados da consultoria Pricewaterhouse Coopers acrescenta que o fenômeno será mais expressivo no Brasil, no Chile e na Argentina. Pelo menos, garantindo sobrevida aos jornais brasileiros, o Grupo de Mídia de São Paulo revela que os 15 maiores anunciantes privados aumentaram 500% sua cota publicitária em uma década. Segundo o estudo, o jornalismo “off-line” ainda é o segundo maior destinatário do bolo publicitário no País, com 14,1% de participação, perdendo apenas para a TV, com fatia de 60,9%. Em edição recente da conceituada revista The Economist a pergunta em sua capa é: “Quem matou o jornal?” Resposta: a internet. Segue a publicação: “De todos os meios ‘antigos’, os jornais são os que têm mais a perder para a internet. A circulação tem caído nos Estados Unidos, na Europa ocidental, na Oceania (nos outros lugares, as vendas sobem). Mas, nos últimos anos, a web acentuou o declínio”. “Em seu livro The Vanishing Newspaper, Philip Meyer calcula que o primeiro trimestre de 2043 será o momento em que o jornal impresso morrerá nos Estados Unidos, quando o último leitor cansado colocar de lado a última edição amarrotada”. Os próprios profissionais da área parecem estar “jogando a toalha”. 750 jornalistas foram ouvidos pelo instituto Oriella PR Network, em 21 países. 52% deles acreditam no fim da comunicação “off-line” em algum ponto do futuro. Com a ascensão das mídias sociais, os profissionais acreditam na extinção das empresas de comunicação “off-line”, seja impressa, rádio ou TV, inclusive. Exemplos da mídia impressa saindo de campo nos chegam a todo o momento, com alguns veículos, na busca da sobrevivência, passando atuar somente através de portais na internet. O Jornal do Brasil é o mais recente e traumático. Com jornalismo de qualidade e incentivo à leitura impressa, as notícias no papel ainda sobreviverão por algum tempo. Mas o horizonte é muito desalentador. Vilson Antonio Romero é jornalista e diretor da Associação Riograndense de Imprensa |
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