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Sindicalistas fazem ato por 40 horas
no viaduto do Chá, nesta quinta (3)
O movimento sindical quer massificar a campanha pela redução da jornada de trabalho para 40 horas, sem redução de salário. As direções trabalhistas avaliam que a bandeira pró-40 horas já chegou nos setores mais organizados. Mas falta alcançar a população em geral e setores trabalhadores menos organizados.
Foto: Claudio Omena
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A avaliação é de que, massificando a campanha, a causa da redução ganha força na base e mais poder de pressão junto aos deputados, que devem votar a matéria em breve.
Dia 14 de agosto, Centrais Sindicais e entidades do movimento popular fizeram uma grande passeata, com milhares, na avenida Paulista. Dia 25, foi a vez de concentrarem-se em Brasília, na comissão geral da Câmara dos Deputados, onde falaram representantes de trabalhadores e de empresários.
Em São Paulo - Uma das primeiras ações será nesta quinta, às 10 horas, no viaduto do Chá, região central da cidade. O evento vai reunir dirigentes da Força Sindical, Sindicatos, Federações e Confederações, com o objetivo de massificar a luta pelas 40 horas entre a população em geral.
Guarulhos - Em Guarulhos, a ação se concentrará na Câmara Municipal, dia 11, às 10 horas. Os sindicalistas, ligados às seis Centrais, já se reuniram com vereadores da cidade e a deputada federal Janete Pietá (31/8), quando decidiram solicitar realização de audiência pública na Câmara. Josinaldo José de Barros (Cabeça), vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região, explica: “Queremos obter a adesão formal de todos os partidos à causa das 40 horas”.
A orientação do movimento sindical é multiplicar os atos, dando envergadura mais sólida à campanha pela redução da jornada de trabalho para 40 horas. A jornada atual é de 44 horas.
Mais informações:
www.fsindical.org.br
www.cut.org.br
www.metalurgico.org.br

Produção industrial cresce 2,2%
Notícia boa para os trabalhadores. A produção industrial brasileira subiu 2,2% em julho, comparada ao mês de junho. A alta acumulada, desde dezembro último, soma 12%. Embora o nível de produção ainda esteja abaixo, comparando-se com a média de 2008, o IBGE registra o sétimo mês seguido de aumento na produção industrial.
A maior alta de produção em julho foi no chamado setor de bens duráveis, ou seja, fabricantes de carros, motos e de linha branca (eletrodomésticos) diretamente beneficiados pela redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
Analistas vêem com atenção especial o aumento no setor de bens de capital, identificando aí sinal de retomada dos investimentos, como já ocorre hoje na construção civil.
Campanha – Para Josinaldo José de Barros (Cabeça), vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos, “o aumento na produção industrial indica um segundo semestre melhor, o que dá forças para a campanha salarial dos metalúrgicos e de todas as categorias que têm data-base no segundo semestre ”.
Mais informações – Site www.ibge.gov.br
O Estado de S. Paulo – domingo, dia 30 de agosto

Anistia na TV, hoje
Por João Franzin
Apresento hoje à noite (quarta) um programa com sindicalistas perseguidos pela ditadura e depois anistiados, graças à lei de 1979. O programa vem a propósito dos 30 anos da lei que permitiu o retorno dos exilados e avançou na luta pela reconquista da democracia. A ideia é mostrar que o regime reacionário tinha alguns alvos específicos, sendo um deles o movimento sindical.
Há hoje uma polêmica em certos círculos sobre a revisão da lei de anistia e a punição de torturadores, por exemplo. É um debate que eletriza segmentos da esquerda e arrepia setores da direita, mas passa longe das grandes preocupações da sociedade: emprego, saúde, educação, segurança etc.
Alguém pode alegar que as pessoas, em geral, são despolitizadas e se apegam a objetivos imediatos, como sobreviver e subir na vida. E é verdade. Essa politização, ao que consta, ocorre em momentos específicos, a favor ou contra projetos políticos ou em razão de causas alimentadas pelo clamor público (violência, roubalheira, guerra etc.).
Como qualquer pessoa sensata, combati a ditadura e desprezei seus autores e colaboradores (estes, principalmente). No entanto, não tenho opinião formada sobre a reabertura dos processos. Claro que um pulha como o Anselmo deveria ser fuzilado. Mas não é isso que importa, agora.
Vamos ao programa. Assistam, participem, discordem.
Faça sua pergunta ao vivo: 3877.0078
Assista pela internet: www.tvaberta.com
E-mail: cameraabertasindical@agenciasindical.com.br
TV Aberta São Paulo, das 19 às 20 horas, 9 NET e 72/99 TVA
João Franzin é jornalista e apresentador do Câmera Aberta Sindical

Bancários negociam com a Fenaban hoje (2)
O Comando Nacional dos Bancários realiza nesta quarta-feira (2), em São Paulo, a terceira rodada de negociação da campanha salarial 2009 com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos). A negociação acontecerá às 15h, no hotel Maksoud Plaza, na esquina da rua São Carlos do Pinhal com alameda Campinas.
Os bancários reivindicam: reajuste salarial de 10% (o que significa aumento real de cerca de 6%); PLR de três salários mais R$ 3.850; plano de cargos e salários em todos os bancos e a inclusão na Convenção Coletiva da parte variável da remuneração. Reivindicam também a valorização dos pisos salariais.
“Os bancos não têm qualquer justificativa para não conceder aos bancários os reajustes que reivindicamos. Os lucros continuam elevados. Os 21 maiores bancos brasileiros somaram lucro líquido de R$ 14,3 bilhões, a maior rentabilidade da economia brasileira no período. Vamos à luta pra conseguir arrancar essas conquistas”, afirma Carlos Cordeiro, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.
Mais informações:
www.contrafcut.org.br

Shoppings devem investir R$ 2,5 bilhões
Setor pouco afetado pela crise econômica, os shoppings querem ampliar sua presença no mercado. E o farão investindo. Empresários do setor falam em investir R$ 2,5 bilhões. Como haverá construção ou ampliação de unidades, esse crescimento acabará beneficiando o setor metalúrgico, que fabrica produtos para a construção civil e o comércio em geral. |
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João Guilherme Vargas Netto é consultor sindical
A pressa que
constrói
Por João Guilherme V. Netto
Uma das coisas mais corretas e importantes na apresentação, pelo governo, dos quatro projetos sobre o pré-sal foi a decisão de encaminhá-los com urgência constitucional para o Congresso. Isto significa que o governo tem pressa e nós também.
De maneira semelhante, queremos pressa na aprovação da política permanente de reajustes do salário-mínimo, queremos presteza no acordo sobre a política de valorização dos benefícios previdenciários e queremos marcar para fim de setembro ou início de outubro a data da votação na Câmara dos Deputados da PEC-231 que reduz constitucionalmente a jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salários.
Temos pressa em organizar a Marcha a Brasília 2009 até mesmo porque constatamos um ambiente favorável às nossas pretensões, capaz de nos ajudar na superação das dificuldades que são inúmeras.
Essa pressa é o que caracteriza hoje a política de institucionalização de conquistas.
Obtidas em tempo hábil essas vitórias, o movimento sindical unido aumentaria sua força no bloco que se formará para garantia da continuidade desses avanços no ano eleitoral de 2010.
E, simetricamente, nossos adversários nestes e em outros assuntos, ao mesmo tempo que se opõem aos avanços procuram prolongar no tempo a indecisão; querem adiar ao máximo a materialização das conquistas para articularem o “seu” bloco de desmanche e desconstrução no bafafá de uma campanha eleitoral.
Vejam bem: os reacionários não querem ouvir falar de salário-mínimo na Câmara e atacam os reajustes na imprensa sem reconhecer o decisivo papel que representaram na superação da crise; a CNI, confederação patronal, queria e continua querendo eternizar mais e mais discussões sobre as 40 horas; a COBAP (Confederação Brasileira de Aposentados) tergiversa sobre o acordo previdenciário e o governador Serra procura tornar-se (na contramão de sua biografia estudantil) o porta-voz do atraso no encaminhamento dos projetos do pré-sal.
É bom raciocinar sobre isso. Dizem que a pressa é inimiga da perfeição mas nesse caso a pressa constrói, reforça nossa unidade e nos dá força para os embates futuros, seja na luta, seja na vitória.
João Guilherme Vargas Netto é membro do corpo técnico do Diap e consultor sindical de diversas entidades de trabalhadores em São Paulo.
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