Metalúrgicos da CUT realizam Seminário
“Queremos uniformizar e fortalecer a nossa estratégia de luta para que possamos avançar nas conquistas para a categoria metalúrgica”, explica o presidente da Federação, Valmir Marques (Biro Biro). As pautas de reivindicações foram entregues às seis bancadas patronais no dia 24 de junho, com manifestação de trabalhadores em frente à sede da Fiesp (federação dos industriais). O seminário, que acontecerá no restaurante São Judas Tadeu (avenida Maria Servidei Demarchi, 1749), em São Bernardo do Campo, das 9 às 18 horas, terá a participação de dirigentes dos 12 Sindicatos filiados, que representam 250 mil trabalhadores no Estado. Pauta - As negociações referentes à data-base de 2010 serão essencialmente sobre as cláusulas econômicas da Convenção Coletiva, já que as sociais têm vigência até 2011. As principais reivindicações dos metalúrgicos da CUT são reposição integral da inflação; aumento real nos salários; valorização nos Pisos; jornada de 40 horas semanais, sem redução nos salários; e licença maternidade de 180 dias. Mais informações:
Ameaça de despejo do Dieese prossegue Apesar de reuniões com representantes do governo do Estado, o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudo Socioeconômicos) continua ameaçado de despejo do Parque da Água Branca, em São Paulo. A insistência parte da sra. Deuzeni, esposa de Alberto Goldman, atual governador do Estado. Só não se sabe se a ofensiva pró-despejo tem componente político, pois o Dieese, embora apartidário, não tem sido fiador das teses neoliberais e de desmonte do Estado tão caras ao tucanato. Será que as Centrais Sindicais já tomaram conhecimento do problema? Alô, Artur, Miguel, Patah, Wagner, Calixto e Neto!!!
Metalúrgicos de Guarulhos arrecadam
Além da colaboração dos trabalhadores das fábricas da região, o Sindicato vai buscar ajuda também nas empresas. O secretário-geral Heleno B. da Silva destaca a importância da solidariedade: “Não vamos conseguir resolver o problema, mas ajudaremos a reduzir o sofrimento daquela gente”. Ele lembra que boa parte da base metalúrgica de Guarulhos é composta de nordestinos. “Gente que tem parentes entre os desabrigados”, observa. Mais informações:
Câmara aprova 13º salário a “soldados da borracha”
“A maioria desses soldados da borracha voltaram para suas regiões de origem exatamente como haviam partido, sem dinheiro e sem saúde”, lembrou o relator, deputado Regis de Oliveira (PSC-SP), ao defender a gratificação. “Além disso, só a partir da Constituição de 1988, mais de 40 anos depois do fim da guerra, eles passaram a receber uma pensão como reconhecimento pelo serviço prestado ao País”, ressaltou. Tramitação - Atualmente, os ex-seringueiros recebem apenas pensão vitalícia mensal, no valor de dois salários mínimos. O projeto, de autoria do deputado Mauro Nazif (PSB-RO), tramita em caráter conclusivo e seguirá para o Senado, caso não haja recurso para ser votado pelo plenário. Aposentadoria - A comissão também aprovou a admissibilidade de emenda constitucional, instituindo aposentadoria para garimpeiros e pequenos mineradores. Esses trabalhadores devem exercer suas atividades em regime de economia familiar, sem empregados permanentes, além de contribuir para a seguridade com 2,1% sobre o resultado da comercialização do produto para ter direito ao beneficio. Mais informações:
Trabalhadores conquistam jornada menor na Richter
Mais informações:
Municípios do Amazonas recebem lanchas escolares Cinco lanchas para o transporte de estudantes de áreas ribeirinhas foram entregues, na segunda-feira (28), aos municípios de Manaquiri e Iranduba, que ganharam duas embarcações cada um, e São Paulo de Olivença, que recebeu uma. Até 2012, o Ministério da Educação e a Marinha do Brasil devem entregar 600 lanchas, que podem transportar até 20 estudantes e um aluno com deficiência. |
Qualificação de trabalhadores Por Antônio Carlos Francisco dos SantosO ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, propôs ao presidente Lula a ampliação, em R$ 300 milhões por ano, dos recursos para qualificação dos trabalhadores brasileiros. Embora insuficiente, como ele mesmo diz, o acréscimo proposto beneficiaria cerca de 400 mil pessoas. Lupi está coberto de razão. O setor de confecções vive um problema sério em sua área. Se existem vagas nas empresas, mesmo que com salários irrisórios, a qualificação exigida dos candidatos exclui a maioria das costureiras que já exercem a profissão e, principalmente, as que querem entrar no mercado. E há um terceiro lado na questão. Cursos de requalificação oferecidos, por esemplo, pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai)-Modatec, parceria entre a prefeitura de Belo Horizonte, Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae/MG), excluem a maioria dos interessados, já que chegam a custar mais de R$ 600 cada um. Quem está desempregado pode arcar com a despesa? Nosso Sindicato – assim como a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Confecções, Couro e Vestuário (Conaccovest) – defende que esse treinamento deve ser oferecido gratuitamente aos trabalhadores, mesmo porque entidades como Senai e Sebrae são sustentados com recursos vindos de nossos salários. Perguntamos: se há tanta carência de mão de obra qualificada, por que cobrar tanto de gente que não pode pagar? Defendemos, principalmente, a requalificação dos próprios funcionários das empresas, promovendo-os e abrindo suas vagas a aprendizes. Seria criado um círculo virtuoso, com benefícios reais para empregados e empregadores. Havia, anos atrás, convênios feitos pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) com entidades sindicais, para que essa requalificação fosse realizada. Infelizmente, pela malversação de fundos feita por alguns inescrupulosos, suspendeu-se todo o programa. Não seria o caso de reabrir esse canal de treinamento, obviamente implantando controles mais eficientes na fiscalização dos recursos aplicados? O Sindicato dos Oficiais Alfaiates e Costureiras de Belo Horizonte e Região Metropolitana (Soac/BHRM) chegou a criar o Instituto Darcy Ribeiro, inaugurado no auditório da própria Fiemg. Era uma parceria efetiva da entidade com as empresas do setor e qualificou mais de cinco mil profissionais do setor. Os cursos, além de gratuitos, ainda ofereciam vale-transporte e lanches aos alunos. Mas, como outras iniciativas semelhantes, tiveram que ser interrompidos, pela falta de recursos oriundos do FAT. O ministro Lupi afirmou que “o Brasil tem anualmente a necessidade de qualificar 4,5 milhões de pessoas, sem contar os que deveriam ser requalificados”. Isso só se fará mediante um imenso esforço nacional – envolvendo empresas, Sindicatos e entidades do Sistema S – oferecendo cursos gratuitos, acessíveis a todos. O Sindicato, o Instituto Darcy Ribeiro e a Conaccovest estão preparados para fazer a parte que nos toca. Quem mais se habilita? Antônio Carlos Francisco dos Santos é presidente do Sindicato dos Oficiais Alfaiates e Costureiras de Belo Horizonte e Região Metropolitana |
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