Trajetória - O paulistano Miguel Torres nasceu em outubro de 1958. Começou a trabalhar na área metalúrgica aos 14 anos, tendo passado pelas empresas Parafusos Jamberth, Ind. Coimbra, Honda Motor, Faróis Cibie e Ind. Elet. Cherry. Ativista sindical desde 1979, esteve sempre à frente nas lutas metalúrgicas. Em 1998, Miguel coordenou a Campanha de Arrecadação e Distribuição de Alimentos aos Irmãos Nordestinos (campanha contra a fome) e, em 2000, coordenou a Marcha para Brasília pelo pagamento das perdas do FGTS e pelo salário mínimo. Em 2002, foi membro titular do Conselho Nacional da Assistência Social. Ajudou a promover a Campanha Salarial Emergencial, os Ciclos de Debates e Cursos de Formação de Delegado Sindical – é o coordenador dos cursos – e o 10º Congresso dos Metalúrgicos de São Paulo, entre outras ações de aproximação do Sindicato com a base, mobilização da categoria e fortalecimento da entidade. Em 2004, foi um dos coordenadores da campanha salarial que garantiu aumento real de salário e a manutenção dos benefícios da categoria. Em sua trajetória na diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, Miguel já havia ocupado anteriormente os cargos de suplente de diretoria (a partir de 1997), 3º vice-presidente (a partir de agosto de 2001) e, em 2003, secretário-geral (interino). Em dezembro de 2004, foi eleito secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, com 96,2% dos votos. Em 2007, Miguel Torres coordenou a campanha salarial que garantiu um reajuste de 7,45%, com 2,6% de aumento real e novos benefícios. Um dos melhores acordos salariais do País. Em dezembro daquele ano, Miguel foi um dos principais coordenadores da 4ª Marcha dos Trabalhadores a Brasília (5 de dezembro), que teve como lema Mais e Melhores Empregos e contou com a participação de cerca de 40 mil trabalhadores. Em 2008, com a morte do então presidente do Sindicato, Eleno Bezerra, assumiu a presidência. Nas eleições para a nova diretoria do Sindicato, em dezembro de 2008, Miguel Torres foi confirmado como presidente, pela Chapa 1, obtendo 52.357 votos, o que representa 96,3% dos votos válidos. Coordenou o 11º Congresso dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, evento histórico para a categoria e para o movimento sindical brasileiro – reunindo 1.300 delegados sindicais, de 500 empresas, no Palácio do Trabalhador, em São Paulo, nos dias 17, 18 e 19 de junho de 2009. Miguel tomou posse como presidente do Sindicato em 19 de junho de 2009, no encerramento do 11º Congresso, para o mandato 2009/2013, com o compromisso de colocar em prática as ações de aproximação do Sindicato com a base, de mobilização da categoria e de fortalecimento da entidade. Já no 6 º Congresso da Força Sindical, dias 29, 30 e 31 de julho de 2009, que reelegeu Paulinho presidente, Miguel Torres foi eleito vice-presidente da Central. Atualmente lidera a luta pela redução da jornada para 40 horas semanais, sem redução nos salários. Mais informações:
Calixto, da Nova Central, é o entrevistado São Paulo: TV Aberta São Paulo, dia 2 de junho, das 19 às 20 horas, 9 NET e 72/99 TVA
Assista pela internet: www.tvaberta.tv.br
Metalúrgicos da CTB e CGTB formam federação interestadual
O congresso de fundação da FIT Metal ocorreu após o término da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, realizada no Pacaembu, reunindo cerca de 300 metalúrgicos do Amazonas, Maranhão, Pernambuco, Bahia, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, além da presença internacional de Ramon Cardona, secretário da FSM para as Américas. O presidente eleito, Marcelino Rocha, também presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim e Região (MG), disse que a Federação já nasce com prioridade de realizar ações conjuntas com as duas Confederações da categoria. Em seu discurso, Marcelino leu o manifesto de fundação da entidade e disse que o Brasil vive um momento ímpar, onde, além de consolidar os direitos imediatos da classe operária, o movimento sindical quer influenciar os rumos políticos do País. Chinelo - O vice-presidente eleito, José Avelino Pereira, ou Chinelo – como é conhecido, é tesoureiro do Sindicato dos Metalúrgicos de Itatiba e Região. Em sua intervenção, o dirigente da CGTB destacou os avanços conquistados com a eleição de Lula, listando bandeiras de luta que continuam atuais, como redução de juros e garantia que as reservas do pré-sal não sejam leiloadas. João Batista Lemos, da CTB, listou lideranças sindicais dos sete Estados que compõem a nova Federação, dizendo que a entidade representa o campo da luta anticapitalista. E convocou para a luta: “A CTB e a CGTB vão por fogo para construir a unidade da classe trabalhadora de todo o País”. Fonte: Diap |
Por João Guilherme Vargas Netto A melhor ocasião para se travar uma batalha é depois de uma vitória, ensinava Napoleão. Com o grande sucesso da Conclat, que lotou e coloriu o Pacaembu, na manhã fria e garoenta de 1º de junho, o movimento sindical deve imediatamente engajar a luta para a massificação da versão correta do que se passou e para a divulgação organizada e coerente da agenda de reivindicações e do manifesto que foram unanimemente aprovados durante o evento. A grande imprensa noticiou e comentou (com raras exceções) aquilo que desde sempre queria noticiar e comentar: a desimportância do ato sindical unitário, a ênfase nas despesas, um ou outro fato inusitado. Predominou o viés politiqueiro das edições. Todos os que estiveram lá podem testemunhar: vinte e três mil participantes bilhetados, mais sete mil que foram autorizados a entrar sem bilhetes, seiscentos ou setecentos ônibus de caravanas e quatro mil e quinhentas entidades sindicais do Brasil inteiro. A unidade de ação demonstrou sua força e potencialidade: os documentos que circularam – ao invés da algaravia de reuniões que se parecem com feiras livres – foram os documentos elaborados pelas Centrais promotoras e organizadoras da Conclat e pelo Dieese; as bandeiras multicoloridas marcaram o ritmo das apresentações e dos discursos. Foi emocionante. Entre os muitos registros que podem ser feitos, quero destacar apenas três: a nutrida “bancada” dos eletricitários de São Paulo, a presença qualificada dos profissionais de formação universitária da CNTU e a camiseta original da Conclat de 1981, orgulhosamente vestida por Hugo Perez. Todo o poderoso sistema de comunicação sindical deve se colocar a serviço da divulgação do ato e de seus documentos. Isto deve ser feito imediatamente, antes da Copa do Mundo começar. O desafio é que a base sindical receba, com presteza, as informações corretas e que as reivindicações constantes da agenda e o manifesto tenham a mais ampla divulgação antes mesmo de serem entregues aos candidatos. Precisamos vencer a batalha entre o que de fato houve e o que a grande imprensa escondeu ou deformou. Agora é a hora: ainda quente depois da vitória no Pacaembu e antes da Copa do Mundo. João Guilherme Vargas Netto é membro do corpo técnico do Diap e consultor sindical de diversas entidades de trabalhadores |
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