Paulinho confirma presença no lançamento
do livro Imprensa Sindical, nesta terça, dia 2

Será às 19 horas na CNTC, à avenida W5, SGAS, Quadra 902, Bloco C

O presidente da Força Sindical e deputado federal pelo PDT, Paulo Pereira da Silva (Paulinho), confirmou presença no lançamento do livro Imprensa Sindical – Comunicação que organiza, do jornalista João Franzin, nesta terça (dia 2), às 19 horas, na Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC), em Brasília.

O evento vai contar também com a participação de lideranças sindicais de diversos setores, além de parlamentares e profissionais de comunicação. A obra trata a imprensa sindical na prática, mostrando o papel estratégico dessa mídia no fortalecimento do sindicalismo e na organização da classe trabalhadora.

“A imprensa sindical não só forma uma considerável rede de comunicação dos trabalhadores, como expressa um ponto de vista contrário à cobertura feita pela grande mídia”, enfatiza o autor. O livro tem prefácio do jornalista e ex-deputado federal Audálio Dantas.

Entrevista - O autor João Franzin concedeu entrevista, na manhã desta terça, à Rádio CUT do Distrito Federal. Ele destacou o papel estratégico da comunicação em todas as organizações de classe. “O movimento sindical tem a tarefa de organizar uma mídia forte, capaz de expressar o ponto de vista dos trabalhadores e enfrentar o conservadorismo da grande imprensa”, enfatiza Franzin. A entrevista completa está disponível pelo site www.cutdf.org.br .

Ainda hoje, Franzin grava entrevista para o programa Bom dia, Servidor, da Rádio Brasília (1210 AM e 88,9 FM). O programa, apresentando por Alfredo Bessow, vai ao ar de segunda a sexta, das 6 às 7 da manhã.

O programa pode ser acompanhado ao vivo no www.debrasilia.com.br ou pelo www.redeboavontade.com.br e clique em Rádio Brasília 1.210 AM. É também retransmitido por emissoras em todo o País, por meio da Associação de Radiodifusão Comunitária.

Apoios - Além da CNTC, o lançamento do livro tem apoio do Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST), Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos, Federação dos Empregados no Comércio do Estado de São Paulo, Sindicato dos Comerciários de São Paulo, Diap, União Brasileira de Escritores  e TV Aberta São Paulo.

O lançamento é no térreo da CNTC, à Avenida W5, SGAS - Quadra 902, Bloco C, às 19 horas.

Mais informações: Telefone (11) 3231.3453, com Dayane,
Franzin (9617.3253) ou pelo www.agenciasindical.com.br
e-mail: agenciasindical@agenciasindical.com.br

Economistas cobram fim das restrições
à sindicalização nos EUA

Cerca de 40 economistas norte-americanos assinaram uma declaração em defesa da Lei de Liberdade de Eleição dos Empregados (EFCA), que está em pauta no Congresso dos EUA. A lei, que fortalece a participação nos Sindicatos facilitando a filiação dos trabalhadores dentro das empresas, tem o apoio do Partido Democrata e do movimento sindical no país.

“A remuneração horária dos trabalhadores americanos estagnou, apesar do aumento da produtividade”, denuncia o documento dos economistas. Entre os que subscreveram o texto, estão os prêmios Nobel Kenneth Arrow, Robert M. Solow e Joseph E. Stiglitz. Além deles, os economistas Dean Baker, James Galbraith, Brad De Long, Robert Frank, Richard Freeman, Frank Levy, Lawrence Michel e Robert Pollin, assinaram a declaração.

“Entre os anos de 2000 e 2007, a média da renda familiar em idade de trabalho nos EUA caiu 2000 dólares, um colapso sem precedentes. Naquela época, praticamente todo o crescimento econômico da nação foi para um reduzido número de norte-americanos ricos. Uma das razões de peso por traz disso é a erosão da capacidade dos trabalhadores de organizar Sindicatos e negociar coletivamente”, observa o documento.

Professores paulistas prometem parar
escolas a partir desta quarta (3)

__Foto: Robson Martin
Os professores da rede pública do Estado de São Paulo decidiram em assembleia, realizada sexta-feira (29) com a participação de mais de cinco mil pessoas, entrar em greve a partir desta quarta (3). Além de reivindicar aumento de 27,5%, os servidores da educação defendem investimento na formação a longo prazo e rejeitam avaliações de desempenho consideradas supérfluas pela categoria.

“O funcionalismo está unido e vai mostrar para quem duvida da nossa força a capacidade de mobilização ao lado dos pais e alunos”, afirmou a presidente do Sindicato dos professores (Apeoesp), Maria Izabel Noronha..

Mais reivindicações - A categoria também pede a incorporação das gratificações aos salários, repudiam um cursinho preparatório de quatro meses para todos os docentes, se posiciona contra a contratação por tempo determinado dos temporários e à realização de uma provinha para esse grupo. Na tarde de quarta, às 14 horas, os professores promovem uma audiência pública na Assembleia Legislativa.

Mais informações:
www.apeoesp.org.br

Parcerias garantem curso de reintegração
para trabalhadores acidentados

O Ministério da Previdência Social assinou termos de cooperação técnica com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat), visando a reinserção no mercado de trabalho de pessoas vítimas de acidentes ou doenças no ambiente de trabalho, além da inserção de deficientes em processo de habilitação para o trabalho.

O acordo prevê a abertura de três mil vagas nos cursos oferecidos pelas entidades, entre 2009 e 2011. Somente este ano, o programa atenderá 850 trabalhadores e será executado pelas gerências regionais e executivas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e pelas unidades do Senai, Senar e Senat em todo o Brasil.

Capacitação - Segundo o ministro da Previdência, José Pimentel, a reabilitação permitirá aos trabalhadores que estiveram afastados por doenças ou acidentes do trabalho retornar ao mercado mais preparados para assumir novas funções. Dados do ministério informam que, a cada ano, cerca de 60 mil segurados do INSS ficam com sequelas ou deficiência em decorrência de doenças ou acidentes.

Mais informações:
www.previdencia.gov.br

Estatais já investiram R$ 19,1 bilhões este ano

Até abril deste ano, as estatais brasileiras aplicaram R$ 19,1 bilhões em obras e serviços em todo o País e no exterior. É a maior cifra pelo menos desde 1995, um aumento de R$ 4,9 bilhões, ou 34% em relação ao valor no mesmo período do ano passado. Para este ano, a quantia autorizada para investimentos das estatais chega a R$ 79,3 bilhões.

 




Emir Sader
dirige o Laboratório de Políticas Públicas na UERJ, onde é professor de sociologia


A esquerda chega ao
governo em El Salvador

Funes e a Frente Farabundo Marti de Libertação Nacional conseguiram quebrar o forte aparato governamental e a sistemática campanha anticomunista, depois de várias tentativas e abrem um período novo na história do país.

As solenidades, a que assistirão 17 mandatários, se faz com o nome: Um encontro com a história, para marcar o momento histórico que vive o país. Grande quantidade de gente do povo passou o domingo inteiro concentrados nos principais eixos da cidade, recepcionando com as bandeiras vermelhas da FMLN, as delegações estrangeiras.

De manhã Funes tomará posse formal e à tarde a FMLN faz grande comício e festa popular no estádio de futebol da cidade, com capacidade normal de 45 mil pessoas, mais os espaços do gramado, que serão ocupados pelas delegações convidadas.

O governo foi formado com participação do FMLN em postos essenciais – entre eles o Ministério de Governação, uma espécie de ministério da Justiça, o de Educação, ocupado por Salvador Sanchez, o ex-comandante Leonel, eleito vice-presidente, assim como dois ex-prefeitos de São Salvador e o importante Ministério da Defesa. Funes terá minoria no Parlamento, onde a oposição reelegeu o presidente da Câmara, mas poderá contar com imenso apoio popular para desbloquear temas importantes. Por agora o Congresso já aprovou o projeto de lei de estabelecimento da gratuidade no ensino, que não existia anteriormente.

Com o governo da FMLN se alastra um clima de diversidade ideológica e política na América Central, à qual se somam os governos de Honduras e da Nicarágua, ambos aderidos à Alba, situação que a região nunca tinha conhecido. Aguarda-se os discurso da manhã e da tarde de Funes, para saber que tom dará a seu governo.

Por ser o menor pais do continente, El Salvador é chamado de pequeno polegar. Foi, durante muito tempo, a economia mais dinâmica da região, uma das poucas – junto com Costa Rica – que tinha conseguido um certo nível de desenvolvimento industrial, mesmo se seu comércio exterior – como o de todos os países centroamericanos – se centra na exportação de produtos primários, em geral agrícolas, de pouco valor no mercado internacional, uma das principais razões do atraso relativo desses paises no conjunto da América Latina.

A passagem ao ciclo longo recessivo da economia internacional afetou duramente a El Salvador e a toda a América Central, contraindo suas exportações e fazendo mergulhar a região na sua pior crise econômica e social, comparável àquela dos anos 30.

Nessa década surgiram os dois mais importantes lideres populares da Ameríca Central – Sandino, na Nicaragua, e Farabundo Marti, em El Salvador, ambos liderando setores camponeses e lutando contra as reiteradas intervenções militares norte-americanas. A luta dos sandinistas foi retomada nos anos 50 e desembocou, em 1979, na vitória da insurreição que derrubou a longa ditadura dos Somoza.

O triunfo teve conseqüências imediatas nos países vizinhos. A Guatemela, que havia tido um ciclo de guerrilhas rurais nos anos 60, retomou com força essa luta, assentada dessa vez na unificação das várias frentes guerrilheiras, à que se somou o Partido Comunista. El Salvador tinha alguns grupos clandestinos e o PC, mas foi com a vitória sandinista que se iniciou a luta armada, igualmente unificando os núcleos que se organizavam separadamente para a luta armada, à que também se somou o PC.

Emir Sader dirige o Laboratório de Políticas Públicas na UERJ, onde é professor de sociologia. Publicado originalmente na agência Carta Maior em 31/05/09