Comerciários temem que projeto
Nova Luz provoque demissões

Categoria entrega reivindicações à Secretaria de Desenvolvimento Urbano

O Sindicato dos Comerciários de São Paulo (filiado à UGT) entregará, nesta quinta-feira (3), um documento ao secretário do Desenvolvimento Urbano da prefeitura de
São Paulo, Miguel Bucalem, com dúvidas, preocupações e reivindicações dos trabalhadores no comércio da região
que receberá impactos do projeto Nova Luz, destinado à revitalização desta área localizada na região central da Capital.

Após receber várias críticas ao projeto, encaminhadas por comerciários preocupados em perder o emprego, a entidade quer garantir que os postos de trabalho sejam preservados e o fluxo de comércio na região não seja prejudicado. “Esperamos conquistá-los pela negociação. Mas para isso, é sempre necessário ter a retaguarda da mobilização da base”, avalia o presidente do Sindicato e da UGT, Ricardo Patah.

Na última sexta-feira (28), trabalhadores e comerciantes se uniram para protestar contra o projeto, que prevê a demolição de 30% dos imóveis da região da rua Santa Ifigênia, tradicional ponto de referência no comércio de material elétrico e eletroeletrônicos no Centro de São Paulo. A manifestação contou com passeata e fechamento de lojas.

Atingidos - “Cada loja tem aproximadamente três funcionários, só no pequeno comércio. Nas de grande porte, chegam a ter 100 trabalhadores”, declara Joseph Hanna Fares, presidente da câmara de dirigentes lojistas da Santa Ifigênia. Uma pesquisa feita pela entidade constatou que aproximadamente 50 mil famílias dependem diretamente da região, entre comerciários, lojistas e comerciantes em geral.

Mais informações:
www.comerciarios.org.br

Reprise especial
Câmera desta quarta traz Vargas Netto
e Clemente Ganz Lúcio, do Dieese

São Paulo: TV Aberta São Paulo, dia 2 de fevereiro, das 19 às 20 horas, 9 NET e 72/99 da TVA .


João Guilherme, Franzin e Clemente

O Câmera Aberta Sindical desta quarta-feira, dia 2 de fevereiro, reapresentará o programa exibido no dia 5 de janeiro – trazendo a avaliação política e econômica de 2010, além das perspectivas para 2011, por meio do consultor sindical João Guilherme Vargas Netto e o diretor técnico do Dieese Clemente Ganz Lúcio.

A luta do movimento sindical pela valorização do salário mínimo foi um dos assuntos abordados.

O Câmera é transmitido pela TV Aberta São Paulo (NET 9, TVA 72 ou 99 e TVA Digital 186) e apresentado pelo jornalista João Franzin. Assista também na internet, pelo site da TV Aberta São Paulo (www.tvaberta.tv.br). O programa vai ao ar das 19 às 20 horas.

E-mail: cameraabertasindical@agenciasindical.com.br

Vendas crescem 33,86% nos supermercados paulistas

As vendas nominais do setor de supermercado do Estado de São Paulo cresceram 33,86% em dezembro sobre o mês anterior, considerando lojas que começaram a funcionar no último mês do ano. Em relação a dezembro do ano passado, o crescimento foi de 4,56%.

Segundo a Associação Paulista de Supermercados (Apas), no acumulado do ano os supermercados paulistas encerram 2010 com vendas nominais 7,61% maiores que 2009. O crescimento líquido foi de 4,13%.

Brasil - A nível nacional, as vendas reais nos supermercados cresceram 4,20% em 2010 na comparação com o ano anterior. De acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), em dezembro as vendas subiram 3,16% na comparação com o mesmo mês de 2009.

Mais informações:
www.abrasnet.com.br

Já está no Youtube:
Vídeo convida para lançamento do livreto da Conclat, dia 21

A Agência Sindical convida para o lançamento, em 21 de fevereiro, de livreto sobre a Conclat - Conferência Nacional da Classe Trabalhadora, realizada em 1º de junho de 2010, no estádio do Pacaembu. A publicação tem 31 entrevistas com lideranças sindicais, mais o documento-base do evento. O lançamento será no Sindicato dos Hoteleiros, à rua Taguá, 282, Liberdade, região central de São Paulo.

A publicação é parceria da Agência Sindical e da TV Aberta São Paulo (NET 9; TVA 72) – que transmite o programa Câmera Aberta Sindical.

Veja o convite - Acesse o link http://www.youtube.com/watch?v=dnexTqF-6y8

Vila Euclides agora é 1º de Maio

Por obra do metalúrgico Luiz Marinho, prefeito de São Bernardo, o histórico campo de Vila Euclides agora é Estádio 1º de Maio.

O estádio, onde a bola corre solta, foi, como se sabe, palco de históricas assembleias, onde Lula, Osmarzinho e outros líderes comandavam a massa desafiando a ditadura.

Memória - No 1º de maio de 1979, eu estava lá. Vi helicópteros da repressão fazendo vôos rasantes sobre a assembleia; vi peões virarem de rodas pro ar uma viatura da Rede Globo (emissora oficial da ditadura); vi o impressionante silêncio durante a fala de Lula. Tantas histórias.

João Franzin
Coordenador da Agência Sindical

Banda larga já chega a 91% das escolas públicas urbanas do País

O Programa Banda Larga nas Escolas (PBLE) oferece conexão gratuita
à internet a 91,6% das escolas públicas urbanas do Brasil. Até 31 de dezembro de 2010, 57.586 instituições de ensino contavam com a conexão em banda larga, de acordo com balanço divulgado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A meta é conectar todas as 62.864 escolas urbanas até o fim deste ano.


João Guilherme Vargas Netto é membro do corpo técnico do Diap e consultor sindical

 

A luta deve continuar

Por João Guilherme Vargas Netto

Quando eu publiquei na revista Linha Direta do Sintetel (Sindicato dos Trabalhadores
em Telecomunicações no Estado de São Paulo), de dezembro de 2010, “O Dodecálogo” com as tarefas para o movimento sindical aproveitar a fase boa da economia e da política tropecei logo na segunda.

Nesta eu dizia: “Reafirmar a política de valorização do salário mínimo garantindo desde já o último grande reajuste do governo Lula”.

Subestimei os rentistas e os fiscalistas, subestimei o peso dos preconceitos, subestimei o calendário e subestimei as dificuldades da transição.

O último grande reajuste do governo Lula transformou-se no exíguo primeiro reajuste pretendido do governo Dilma e sobre ele pesou a nuvem conservadora que encobre o começo do mandato, os “Três Italianos da Economia” (Palocci, Mantega e Tombini) e os meios de comunicação.

E, no entanto, continuo considerando essencial para o desenvolvimento econômico a continuidade de fortes reajustes para o salário mínimo. O cumprimento dessa tarefa tornou-se mais complicado e, com a mudança do governo, exige posturas novas do movimento sindical para conquistarmos a Justiça e garantirmos o acerto econômico.

A luta pelo avanço do salário mínimo é a pedra de toque sindical da luta pelo desenvolvimento. Uma derrota ou um desfalecimento agora, poderão significar amanhã perdas de salários e perdas de empregos, se a trindade econômica conseguir dar um cavalo de pau e frear a economia.

É preciso manter a unidade das Centrais e garantir negociações responsáveis entre elas e o governo e os partidos no Congresso Nacional. Até mesmo porque, relembremos, desde dezembro de 2009 a Medida Provisória 474 previa, para março de 2011, a discussão e aprovação no Congresso das fórmulas capazes de garantir o avanço do salário mínimo até 2023, em três etapas de quatro anos cada uma, aproximando seu valor dos preceitos constitucionais.
 
Insistir na política de fortes aumentos do salário mínimo é investir na orientação estratégica que nos garantiu o crescimento dos últimos anos e nos fez vencer a crise externa.

Sem bravatas e sem ilusões e sem subestimar o peso dos adversários (que não são donas de casa preocupadas com o salário de suas empregadas domésticas) devemos continuar nossa luta que precisa, superado esse embate, concentrar-se fortemente em combater a tendência da trindade econômica de aumentar os juros, restringir o crédito e enxugar os gastos públicos.

João Guilherme Vargas Netto é membro do corpo técnico do Diap e consultor sindical de diversas entidades de trabalhadores