Por jornada de 40 horas, sindicalistas
fazem corpo-a-corpo com deputados

Começou logo de manhã, no aeroporto de Brasília, o corpo-a-corpo dos sindicalistas com os deputados. Cada deputado que chegava era abordado por grupos de sindicalistas, que entoavam palavras de ordem pelas 40 horas e distribuíam panfletos alusivos à reivindicação.

No meio da manhã, já havia sindicalistas na Câmara de Deputados, buscando fazer contatos com parlamentares. Mas a movimentação forte será na parte da tarde, quando haverá concentração no Salão Verde da Câmara, de onde sairão grupos de sindicalistas em visita a todos os gabinetes de deputados.

Votação - A meta do movimento sindical é levar a PEC das 40 horas a votação no plenário da Câmara ainda no primeiro semestre. A mobilização pela redução da jornada de 44 para 40 horas é coordenada pela CUT, Força Sindical, UGT, Nova Central, CTB e CGTB, com apoio do Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST) e Confederações, Federações e Sindicatos de todo o País.

Mais informações:
Nas Centrais CUT (www.cut.org.br), Força (www.fsindical.org.br), UGT (www.ugt.org.br), Nova Central (www.ncst.org.br), CTB (www.portalctb.org.br) e CGTB (www.cgtb.org.br)
FST – (61) 3217.7102 ou (61) 8131.1918 (José Augusto).

Tribunal julga dissídio do Sindipa contra
Usiminas nesta terça-feira (2)

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) julga, nesta terça-feira (2), o dissídio coletivo impetrado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Ipatinga (Sindipa) contra a Usiminas. “Estamos confiantes, pois o judiciário tem mostrado sensibilidade com a causa trabalhista e punindo com rigor as empresas exploradoras”, afirma o presidente do Sindipa, Luiz Carlos Miranda.

O Sindicalista informa que a ação foi o caminho para defender os direitos dos trabalhadores, uma vez que a empresa aplicou, unilateralmente, a correção de 4,18% em dezembro e R$ 600 em abono salarial para os funcionários. A pauta de negociação dos trabalhadores reivindicava reajuste salarial de 12%, abono de R$ 3.300, redução da jornada de trabalho para 40 horas, bolsas de estudo e reembolso de despesas médicas.

Histórico - A campanha salarial do Sindipa começou em meados de agosto. A primeira reunião para a discussão da pauta com diretores da Usiminas foi em 5 de novembro. Desde então foram sete reuniões sem acordo entre as partes.

Mais informações:
www.sindipa.org.br

Metalúrgicos protestam contra a LG Electronics em Taubaté

Os trabalhadores na LG Electronics de Taubaté, que estão em greve por tempo indeterminado desde sexta-feira (29), em protesto contra o impasse nas negociações do plano de cargos e salários na empresa, realizaram segunda-feira (1º/02) um ato público no centro da cidade contra a intransigência da empresa, que não negocia as reivindicações dos trabalhadores.

Os metalúrgicos da LG também denunciam a ocorrência de problemas como assédio moral, desvios de função, a alta rotatividade de trabalhadores na empresa e demissões de trabalhadoras gestantes.

A greve foi aprovada por unanimidade pelos trabalhadores em uma grande demonstração de unidade e disposição de luta pelas reivindicações da categoria. Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região, Isaac do Carmo, a LG não apresentou uma proposta concreta que contemplasse os trabalhadores, que decidiram por iniciar o movimento de greve.

Descaso - “Ficou bem claro aqui neste ato para todas as lideranças e para população que a LG veio para Taubaté com o compromisso de gerar 7 mil postos de trabalho e hoje cerca de 2.200 em condições precárias, e para isso recebeu uma das maiores doações de área já realizadas na cidade de Taubaté”, destaca o presidente do Sindicato.

A manifestação teve a presença de lideranças políticas como o deputado federal Vicentinho (PT-SP), deputado estadual Carlinhos Almeida (PT), a vice-prefeita de Taubaté, Vera Saba (PT) e vereadores de Jacareí e Taubaté, além de lideranças sindicais da região do Vale do Paraíba.

Mais informações:
www.sindmetau.org.br

Comissão julgará novos pedidos de anistia

A Comissão da Anistia do Ministério da Justiça realizará, na próxima quinta-feira (4), mais uma sessão para julgamento de pedidos de anistia de trabalhadores de várias categorias, jornalistas e políticos mortos e desaparecidos durante a ditadura. O ministro da Justiça, Tarso Genro, conduzirá a abertura dos trabalhos.

A sessão ocorrerá no Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, com início previsto para as 9 horas. O presidente do Fórum Permanente dos Ex-Presos e Perseguidos Políticos do Estado de São Paulo, Raphael Martinelli, além de outros, estarão no evento.

Mais informações:
Telefone (11) 3396.4403
www.eliseugabriel.com.br

Produção audiovisual receberá apoio financeiro

A produção audiovisual brasileira vai receber mais de R$ 10 milhões em apoio financeiro. Em 28 de janeiro foram lançados cinco editais de concursos, que deverão ser publicados nos próximos dias e o prazo para inscrição vai até 15 de março. Os novos editais visam o estímulo à produção de longas e curtas, para estreantes e profissionais.
 


João Franzin
Jornalista da Agência Sindical

 

Ingerência patronal nas contribuições


Por João Franzin
 
O movimento sindical sempre enfrentou oposição às suas fontes de custeio. Na ditadura, quando se prestavam contas, também, ao Ministério do Trabalho, pairava a ameaça de intervenção estatal. Com a democracia, essa ameaça acabou. Porém, persistiu o poder de intervenção patronal.

Esse problema é mais comum com as empresas de grande porte e tem como foco, quase sempre, o setor de Recursos Humanos. Esses RHs costumam orientar as chefias contra a contribuição à entidade de trabalhadores e os mais ousados chegam a elaborar modelos de carta de oposição.

Em dezembro último, um caso desses aconteceu na empresa SEW-Eurodrive, múlti alemã presente em vários países e com uma de suas unidades brasileiras em Guarulhos (SP). Nessa empresa, o RH Marcelo Aquino produziu “modelo de Carta de Oposição à Contribuição Assistencial” e a despachou via e-mail. E arrematava: “maiores detalhes, falem com Marcelo”. A empresa também afixou orientação em seu mural.

O gesto emanado de um setor vital da empresa não é fato isolado. O Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região reclama que a empresa não negocia com a entidade e denuncia que a SEW não pagou a Participação nos Resultados dos funcionários. A entidade também denuncia excesso de horas extras e imposição de jornadas estafantes.

O Sindicato, com a prova material da intervenção da empresa, está desencadeando uma série de ações, inclusive denúncia ao Ministério Público do Trabalho. Foi elaborado dossiê agora enviado a entidades como a Confederação da categoria, a Fitim (Federação internacional), o IGMetal (sindicato metalúrgico alemão) a comissão européia de trabalhadores da Eurodrive e ainda à OIT.

O remédio? Regulamentar o custeio das entidades, conforme projeto do senador Paim (PT-RS). E, claro, denunciar toda ingerência patronal.

João Franzin
Jornalista da Agência Sindical