FAT abre crédito de R$ 300 milhões
para motofretistas e taxistas

O ministro Carlos Lupi (Trabalho) entregou a um motoboy em São Paulo, na sexta-feira (27), a primeira motocicleta adquirida com recursos da linha de crédito especial aberta pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e lançou ainda outro programa de financiamento voltado à compra de veículos para táxis.

As linhas de financiamento FAT Motofrete e FAT Taxistas são destinadas ao financiamento de motocicletas para o transporte de mercadorias e de documentos e para a aquisição de veículos para utilização como táxis.

Segundo o ministro, a medida válida em todo o País faz parte do pacote anticrise do governo voltado à manutenção do aquecimento do mercado interno. “O mercado automobilístico segue bem posicionado no mercado, apoiado na redução do IPI e agora também impulsionado pela liberação R$ 300 milhões em crédito para a aquisição de motocicletas e automóveis para motofretistas e taxistas”, comentou.

Financiamento - As linhas de crédito para motofretistas e taxistas foram solicitadas pelo ministro Carlos Lupi e aprovadas pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat).

Mais informações:
www.mte.gov.br

Metalúrgicos da CUT fazem balanço
de 2009 em plenária estadual

A Federação dos Sindicatos Metalúrgicos da CUT-SP (FEM-CUTSP) deu início à sua plenária estadual, na segunda-feira (30), com o objetivo de fazer um balanço do mandato e apontar os principais desafios dos trabalhadores cutistas do setor em 2010.

Segundo o presidente da FEM, Valmir Marques (Biro Biro), 2009 foi um ano marcante para a categoria metalúrgica. “Assim como o Brasil outras nações atravessaram momentos difíceis devido à crise financeira mundial. Mas o nosso País deu a volta por cima e virou referência no mundo no combate a esta crise”, ressalta.

Balanço - Os dirigentes dos 13 Sindicatos filiados à Federação, que representam cerca de 220 mil metalúrgicos no Estado, participam da plenária que vai até amanhã (2), na nova sede da entidade em São Bernardo do Campo. Nesta terça (1º), os sindicalistas fazem o balanço das ações desenvolvidas pela FEM e definem a organização do ramo metalúrgico cutista para 2010.

Mais informações:
www.fem.org.br

Onde o Brasil é chinês

Não raro, alguns números referentes ao Brasil (para bem ou para o mal) nos surpreendem. É o caso do programa Luz para Todos, cuja meta é levar energia elétrica para três milhões de residências, quase sempre nos grotões.

Números (dados por Lula em entrevista ao Diário Econômico, de Portugal):
. Residências já beneficiadas: 2,2 milhões;
. Metragem da fiação utilizada: 960 mil quilômetros (21 voltas na Terra);
. Postes: 7,4 milhões;
. Transformadores: 790 mil
. Aparelhos de TV comprados pelas famílias: 1,5 milhão.

Como se percebe, a mão visível do Estado faz a diferença na vida das pessoas.

João Franzin
Jornalista da Agência Sindical

Metalúrgicos de Ipatinga podem parar
Usiminas na próxima segunda (7)

O Sindicato dos Metalúrgicos de Ipatinga (Sindipa) realizou, segunda-feira (30), assembleia geral extraordinária com a presença de cerca de 1.200 trabalhadores no auditório da sede da entidade, que recusaram a contraproposta B da Usiminas, que previa reajuste de apenas 4,18% a partir de janeiro de 2010 e R$ 650 de abono salarial.
   
“Nossa data base termina hoje (30 de novembro) e a Usiminas nos enviou um comunicado que não irá prorrogá-la, como também não discutirá uma nova proposta. Precisamos discutir os rumos de nossa campanha”, informa o presidente do Sindipa, Luiz Carlos Miranda.
   
De acordo com o sindicalista, em diversas rodadas de negociação o Sindicato buscou, através do diálogo, uma proposta digna para a categoria, mas a empresa se manteve numa postura intransigente negando as reivindicações dos trabalhadores.

“Estão querendo empurrar duas propostas ridículas goela abaixo, mas isto não vai acontecer. Vamos resistir à intransigência, desrespeito e parar aquela usina se for preciso, pois 4,18% não mudam a vida de ninguém”, enfatiza Miranda.

Mobilização - O Sindicato está convocando assembleia na próxima quinta-feira (3), em duas seções, às 16h30 e 17h30, com o objetivo de organizar uma paralisação geral na próxima segunda-feira, dia 7 de dezembro, caso a siderúrgica não se manifeste.
   
Mais informações:
www.sindipa.org.br

Bancários de São Paulo protestam contra aumento de IPTU

Os bancários de São Paulo realizaram protesto em frente à Câmara Municipal, nesta terça-feira (1º), contra a aprovação do projeto que prevê aumento de até 60% no valor do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). A proposta do prefeito Gilberto Kassab foi aprovada na semana passada, em primeira votação, devendo ser analisada novamente nesta terça.

“Enquanto os trabalhadores lutam e têm de fazer greve para conquistar reajustes salariais com um ou dois pontos percentuais acima da inflação, o prefeito tenta empurrar goela abaixo dos contribuintes IPTU com aumento de até 60% para 2010 – valor 15 vezes maior que a inflação projetada para 2009”, denuncia o presidente do Sindicato dos bancários, Luiz Cláudio Marcolino.

Mais informações:
www.spbancarios.com.br

Varejistas devem ter um dos melhores Natais

O consumidor deve gastar neste Natal até o dobro do que desembolsou em 2008. Com isso, o comércio deve ter um dos melhores Natais dos últimos anos. Projeção com base na Pesquisa Trimestral de Intenção de Compras aponta que os consumidores vão gastar 25,2% mais com eletroeletrônicos, 14,8% mais com eletrodomésticos e 3,1% mais com produtos de informática.

 

 

Heloísa Villela é correspondente da Rede Record em Washington

 

Que ninguém se engane com os gringos!

Acho que esse é o recado que a situação de Honduras envia para toda a região. E isso não é visão de brasileiro, ou de sul-americano.

É um legítimo representante da diplomacia americana que expressou a decepção com a nova equipe da Casa Branca.

Robert White foi embaixador americano em vários postos. Entre março de 1980 e março de 1981, serviu em El Salvador. Tempos difíceis. Era o começo da sangrenta guerra civil que durou 12 anos.

Na época, criticou a ultra direita e denunciou militares e grupos paramilitares de estavam cometendo atrocidades. Claro, foi chamado de volta assim que Ronald Reagan assumiu a presidência.

O ex-embaixador é presidente do Centro de Política Internacional e escreveu um artigo sobre a situação de Honduras que começa com a seguinte frase:

“Agora é possível reconstruir, com um bom grau de precisão, como a administração Obama transformou um triunfo diplomático iminente em uma derrota negociada”.

Ele deixa claro que os Estados Unidos trocaram o apoio que vinham dando a volta da ordem democrática, em Honduras, pela aprovação de duas indicações para o corpo diplomático (uma delas o futuro embaixador no Brasil) que a direita radical estava bloqueando no Congresso.

E o que é pior, ele descreve, para quem ainda não tinha percebido, como o Departamento de Estado enganou Manuel Zelaya, fazendo o presidente crer que havia realmente um acordo com os golpistas liderados por Roberto Micheleti.

Zelaya acreditou que os Estados Unidos zelariam pelo cumprimento do acordo. Pura ficção. Os gringos, mais espertos, deixaram a linguagem do acordo vaga o suficiente para permitir que nunca fosse levado a cabo.

O ex-embaixador conclui: “O resultado desta diplomacia cínica e amadora não poderia ser pior”.

Mas é o último parágrafo do artigo do diplomata americano que mostra para onde vai a relação dos Estados Unidos com o resto do hemisfério, que tanto acreditou nas promessas de mudança do candidato democrata:

“É triste contemplar como a administração Obama se atrapalhou com um desafio para o qual tinha o apoio de todo o hemisfério. Não é a toa que o Presidente Lula acusou o Presidente Obama de estar revertendo a promessa de uma nova relação com a América Latina”.

Eu só acrescentaria um dado a mais. Durante a campanha eleitoral, já havia sinais de que os novos ares nem sempre se traduziriam em novas práticas.

O candidato Obama publicou um documento traçando as linhas mestras da política para a América Latina que adotaria, caso fosse eleito.

E um dos parágrafos dava apoio à operação do exército da Colômbia em território equatoriano, em março de 2008. A plataforma de Obama não levou em conta o repúdio unânime da região à operação militar colombiana.

E agiu agora, mais uma vez, sem dar a menor pelota para a unidade diplomática contra o golpe de estado que se formou na OEA. Ou seja, não foi uma grande surpresa.

Heloísa Villela é correspondente da Rede Record em Washington