Conselho reduz juros do crédito
consignado para aposentados

O Conselho Nacional da Previdência Social aprovou por unanimidade, quarta-feira (30), mais uma redução nos juros do crédito consignado para aposentados e pensionistas e o cartão de crédito.

No empréstimo pessoal, os juros foram reduzidos de 2,5% para 2,34% ao mês e, no cartão de crédito, de 2,5% para 2,36%. A portaria deve ser publicada amanhã (2) no Diário Oficial da União.

Segundo o Ministério da Previdência, foram realizadas 726 mil operações de crédito consignado em agosto, um crescimento de 136% em relação ao mesmo período de 2008. O valor das operações somou R$ 1,84 bilhão e, no acumulado do ano, o total chega a R$ 15,2 bilhões.

Estatuto - Criado com o objetivo de assegurar saúde, lazer e bem-estar aos cidadãos com mais de 60 anos, o Estatuto do Idoso completa seis anos nesta quinta-feira (1º) – data em que é celebrado em todo o mundo o Dia Internacional do Idoso.

A última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelou que a população brasileira está ficando mais velha. De acordo com o IBGE, enquanto em 2007 os brasileiros acima de 60 anos eram 10,5% da população, em 2008 esse percentual subiu para 11,1%.

Apesar de garantir muitos direitos aos que chegaram à terceira idade, as conquistas do Estatuto ainda são pouco conhecidas. O aposentado Willian de Souza, 69 anos, acredita que a lei contribuiu com melhorias em certos aspectos, mas aponta que ainda há muito a ser feito pela saúde e a qualidade do transporte, dois setores contemplados no estatuto.

Fonte: Agência Brasil
www.agenciabrasil.gov.br

Vendas dos supermercados
crescem 4%, diz Abras

As vendas dos supermercados cresceram 4,12% em agosto em relação ao mesmo mês de 2008, de acordo com a Abras (Associação Brasileira de Supermercados). Na comparação com julho de 2009, houve alta de 0,80%.

No acumulado dos oito primeiros meses de 2009, em comparação com o mesmo período do ano anterior, o resultado chega a 5,30%. “Se no início de 2009 o desempenho de vendas era bom, mas os indicadores macroeconômicos negativos, agora as vendas do setor são boas, assim como também o são os indicadores macroeconômicos”, afirma o presidente da Abras, Sussumu Honda.

Em alta – O empresário lembra que o PIB apresentou alta de 1,9% no segundo trimestre e o rendimento médio real dos trabalhadores em agosto apresentou aumento de 2,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior e de 0,9% em relação a julho deste ano.

Mais informações:
www.abrasnet.com.br

Desemprego cai para 14,6% em agosto, aponta Dieese

O desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do País recuou em agosto, passando de 15% no mês de julho para 14,6%, segundo dados da PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego), divulgados quarta-feira (30) pelo Dieese e Fundação Seade.

O contingente de desempregados foi estimado de 2,9 milhões de pessoas, 79 mil a menos do que no mês anterior. A população ocupada das áreas analisadas atingiu 17,145 milhões de pessoas, com variação positiva de 0,7% em relação a julho.

São Paulo - A pesquisa mostra que o desemprego também diminuiu de 14,8%, em julho, para 14,2% na Região Metropolitana de São Paulo. O contingente de desempregados foi estimado em 1.501 mil pessoas, 61 mil a menos que em julho, devido à criação de 73 mil vagas, contra a entrada de 12 mil pessoas no mercado de trabalho. O contingente de ocupados foi estimado em 9.068 mil pessoas.

Mais informações:
www.dieese.org.br

Auditores fiscais debatem dignidade
do trabalhador no 27º ENAFIT

Sob o lema “A Auditoria Fiscal do Trabalho preserva o meio ambiente do trabalho e resgata a dignidade do trabalhador”, o 27º Encontro Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (ENAFIT) reúne até amanhã (2), em Belém (PA), auditores e inspetores de vários países. Iniciado em 27 de setembro, o evento ocorre paralelamente à 1ª Jornada Iberoamericana de Inspeção do Trabalho.

“Sabemos que a fiscalização é um instrumento não só de geração de emprego, mas, principalmente, de promoção e garantia de trabalho decente”, afirmou o ministro interino do Trabalho, André Figueiredo, na abertura do encontro. Ele lembrou que, mesmo em tempos de crise, o Brasil está sendo reconhecido internacionalmente como gerador de emprego e renda.

Realização - O evento é organizado pelo Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) e pela Associação dos Auditores Fiscais do Trabalho do Pará (Assintra).

Mais informações:
www.enafit.com.br

Sindicalismo convoca solidariedade
à luta contra golpe em Honduras

Várias entidades como a CUT, MST, CTB, Conlutas e Intersindical, realizarão um Ato de Solidariedade à resistência do povo de Honduras contra os golpistas, nesta sexta-feira (2), a partir das 17 horas no vão livre do MASP (Avenida Paulista).

As entidades denunciam que os golpistas não deixaram nenhuma dúvida do seu caráter fascista, com toque de recolher, estado de sitio, prisões, repressão brutal com centenas de feridos e assassinatos.

Apoio - “As manifestações e resistência do povo hondurenho para derrotar o golpe continuam heróicas e fortes. As organizações sindicais, populares e políticas brasileiras fazem um chamado a construirmos um amplo movimento de solidariedade ao povo de Honduras”, diz o manifesto assinado pelas entidades.

Agricultura familiar emprega 75% da mão-de-obra no campo

O Censo Agropecuário 2009 (IBGE), que pela primeira vez traz um diagnóstico da agricultura familiar brasileira, revela que o setor emprega quase 75% da mão-de-obra no campo e é responsável pela segurança alimentar dos brasileiros, produzindo 70% do feijão, 87% da mandioca, 58% do leite, 59% do plantel de suínos, 50% das aves, 30% dos bovinos e 21% do trigo consumidos no País.

 


José Genoino é deputado federal (PT-SP)




Honduras: desafio da democracia na América Latina

 
As medidas que o governo Lula tem tomado em relação à situação em Honduras merecem mais do que o nosso apoio. Elas são, na verdade, frutos de uma política externa vitoriosa que elevou o Brasil ao patamar de líder continental e que fez dele um árbitro internacional poderoso e influente. Mais do que apoiar, devemos nos orgulhar desta tarefa e deste papel inéditos. O fato do presidente deposto, Manuel Zelaya, ter escolhido a Embaixada Brasileira para se abrigar nada mais é do que o reconhecimento do papel de liderança do Brasil no continente e é uma demonstração inequívoca da importância do nosso País no mundo.

Este respeito foi uma conquista baseada na defesa intransigente das regras democráticas. Justamente por isso, o Brasil está credenciado para exigir o repúdio internacional ao golpe e o restabelecimento da ordem constitucional em Honduras. Zelaya foi recebido pelos diplomatas brasileiros em Tegucigalpa como presidente legítimo do país e é com esta condição que o Brasil está procurando os principais líderes mundiais na busca de uma solução pacífica para a crise hondurenha.

A deposição de Zelaya representou a volta de antigas manifestações relacionadas a uma cultura golpista e a um autoritarismo que já julgávamos estarem sepultadas pela história. E é evidente que a continuidade desta situação desestabiliza todo continente.

O Brasil sempre defendeu as regras democráticas para resolver os impasses políticos. Por isso, é correto nosso empenho em forçar uma negociação. Mesmo porque o mundo está bem menos tolerante a estas aventuras. É nítido o constrangimento norte-americano. E mesmo a União Européia não hesitou em externar sua contrariedade com o golpe, com destaque para a Espanha, que expulsou o embaixador hondurenho de Madri e a Alemanha que fechou sua embaixada em Honduras.

O Brasil está fixando no continente latino-americano uma posição contundente de compromisso com o fortalecimento da democracia.

Da mesma forma, é acertada a atitude do governo brasileiro de colocar para a comunidade internacional e em especial, para a ONU, que todos tem a responsabilidade pela busca de uma solução democrática para o conflito, pela segurança de Manuel Zelaya e pela integridade da embaixada brasileira. Como disse Carol Proner, num artigo publicado no portal Carta Maior, o “Brasil vive um momento de respeitabilidade internacional sem precedentes e que tem contribuído para sedimentar novos consensos junto a organismos internacionais, mas diante da imprevisibilidade com que atuam os golpistas, a gestão da crise dependerá fundamentalmente da perícia diplomática brasileira e do cuidado técnico em não contribuir para o aprofundamento da violência militar. Não há razões para suspeitar que o Itamaraty seja incapaz de enfrentar o ineditismo desse desafio, apesar da resposta covarde dos golpistas e dos saudosistas de regimes militares. Estes não apenas em Honduras”.

José Genoino é deputado federal (PT-SP)