Metalúrgicos de Mogi participam de plenária preparatória do 11º Congresso da categoria

__Foto: Jaélcio Santana
Cerca de 120 delegados sindicais nas empresas de Mogi das Cruzes e região participaram, na sexta-feira (29), da última plenária preparatória do 11º Congresso do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, que ocorrerá nos dias 17, 18 e 19 de junho no Palácio do Trabalhador, sede da entidade na Capital. Com o lema “Emprego, direitos e cidadania”, o evento definirá as ações que serão implementadas nos próximos anos.

Além dos delegados, vários dirigentes do Sindicato participaram da reunião no final da tarde, na Associação dos Aposentados de Mogi. O secretário-geral Jorge Carlos de Morais (Arakém) abriu o encontro, fazendo um relato dos debates ocorridos nas três plenárias anteriores, que reuniram metalúrgicos das zonas Leste, Centro e Sul e Norte e Oeste da capital paulista.

“O congresso se dá em um momento muito importante da vida do País e da história do nosso Sindicato, pois ocorrerá no ano em que enfrentamos os efeitos desta crise gerada na economia dos Estados Unidos e que acabou nos atingindo. Por essa razão, o congresso assume uma importância especial, pois sairemos dele mais fortalecidos e mobilizados”, afirma o presidente Miguel Torres.

Marcar presença - Para o diretor Silvio Bernardo, da subsede de Mogi, o congresso vai dar um rumo às atividades do Sindicato e por isso é importante a participação dos trabalhadores da região. “Nós temos um grande poder de interferir nesse debate”, diz Silvio. Coordenador da região de Poá, o diretor Sales José da Silva ressalta que a presença da região no congresso “é fundamental para mostrar aos patrões que nós estamos organizados”.

Mais informações:
www.metalurgicos.org.br

Condutores de Sorocaba conquistam reajuste
de 7,5% e garantia de emprego

Os trabalhadores do setor conquistaram um acordo histórico, que consolida o retorno de mais um trabalhador no interior dos ônibus urbanos e mantém a trajetória de ampliação de direitos. A vitória ocorreu após dois dias de greve, com adesão de 100% da categoria.

O acordo prevê reajuste salarial de 7,5% para todas as funções, tíquete-refeição de R$ 12,00, Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR) de R$ 500,00, manutenção dos 120 Agentes de Bordo até a próxima data-base. Ficou definido também que Sindicato e empresas discutirão a implantação de dois dias consecutivos de folga por mês.

Direitos - “A vitória só foi possível por causa da união e da mobilização dos trabalhadores que mais uma vez mostraram que confiam no Sindicato e sabem que é com luta que se conquistam direitos. Os companheiros estão de parabéns”, afirma o presidente do Sindicato, Paulo João Estausia. Os trabalhadores das empresas STU e TCS aprovaram o acordo em assembleias realizadas na porta das garagens na manhã desta sábado, dia 30.

Fonte: CUT
www.cut.org.br

Voz Comerciária cobra regulamentação profissional

O jornal Voz Comerciaria, órgão oficial do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, traz como manchete da sua edição de maio a luta dos trabalhadores pela regulamentação da profissão de comerciário. A matéria relata a participação do Sindicato em audiência pública no Senado, dia 5 de maio, na subcomissão de Defesa do Emprego e Previdência Social.

“Apesar de ser uma das mais antigas profissões e reunir perto de 10 milhões de trabalhadores, até agora não somos devidamente regulamentados”, lembra o presidente do Sindicato e da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah.

Além das matérias que informam sobre direitos da categoria, o jornal faz ampla cobertura das lutas travadas pelo Sindicato para melhorar as condições de trabalho nos estabelecimentos comerciais da capital paulista.

Mais informações:
www.comerciarios.org.br

Zona Franca terá US$ 512 milhões em investimentos

A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) aprovou na semana passada 45 projetos industriais e de serviços, com investimentos globais de US$ 512,5 milhões e fixos de US$ 90,8 milhões. Os projetos devem gerar 920 novos postos de trabalho, além de garantir a manutenção de cerca de 1,8 mil empregos e exportações de US$ 196,7 milhões num prazo de três anos.

 




João Guilherme Vargas Netto
é consultor sindical

 

A CPI contra
a Petrobrás

Por João Guilherme Vargas Netto

Querem fazer no Congresso Nacional e em alguns veículos de comunicação uma tempestade, não digo em copo de água, mas em uma bacia de pré-sal.

Quaisquer que sejam as dúvidas sobre os fatos determinados eventualmente sob suspeita existem mecanismos e instituições (mesmo congressuais) capazes de apurá-los com segurança e presteza sem que se arme a tenda de um espetáculo cujas consequências são danosas à empresa, à economia, e à sociedade.

Alguns setores da oposição, motivados pelo mesmo rancor que levou um pequeno partido a tentar criar um alarme infundado sobre o “confisco da poupança”, envolvem-se em procedimentos e manobras que podem ser um tiro pela culatra.

A sociedade, a opinião pública, a opinião publicada, e principalmente os trabalhadores acordam para compreender os interesses em jogo e, ao mesmo tempo em que defendem o caráter estatal da empresa, e o seu potencial de enfrentamento da crise, abrem seus olhos para todas as questões estratégicas do Fundo Soberano, da exploração – em benefício dos brasileiros – do pré-sal e as manobras contra a sanidade financeira e de investimentos da Petrobrás.

Quero ressaltar um aspecto na vida recente da empresa que merece elogio dos trabalhadores. Refiro-me à curva de evolução dos efetivos contratados. Se começamos em 1990 com 55.569 empregados diretos, conforme dados da Petrobrás, a evolução da curva desenha nitidamente uma letra U com o “fundo do poço” em 2002 (32.809 contratados) e cresce continuamente a partir de então, chegando em abril de 2009, a 54.911.

Esse dado, mais a permanente política de negociação da direção da empresa, são aspectos positivos que aumentam a afeição de todos pela Petrobrás e seu papel político e social.

João Guilherme Vargas Netto é consultor sindical de diversas entidades de trabalhadores